Saiba qual a gramatura ideal do papel para sua impressão

As atuais impressoras e multifuncionais são capazes de imprimir com excelente qualidade de cor imagem os mais diversos tipos de material, desde documentos quanto folders e cartões profissionais. Mas para obter o resultado perfeito, deve-se prestar atenção também na gramatura do papel, pois um papel inadequado para seu projeto gráfico resulta em um resultado final fraco e sem aproveitar todo o potencial da impressora. Veja aqui as diferenças entre as principais gramaturas dos papéis disponíveis no mercado:

75g: O tipo de papel mais comum, é recomendado para uso interno ou notas fiscais, avaliações, pedidos e outros documentos simples.

90g: Gramatura mais recomendada para papel timbrado, teses, propostas comerciais, contratos, e outras situações onde há uma maior preocupação com a apresentação.

115g: Utilizado para panfletos e flyers mais simples, com impressão frente e verso, porém sem dobrar.

150g: Para folders dobráveis essa gramatura é a melhor recomendada para um melhor resultado final. É a mesma gramatura utilizada em revistas e encartes de CDs e DVDs.

250g a 300g: Papel mais pesado, é o modelo correto para cartões de visitas e tags profissionais.

Além disso, também fique atento ao acabamento do papel (fosco ou brilhante) e verifique se o modelo é recomendado para jato de tinta ou impressão a laser.

 

(Fonte: ImpressorAjato.com)

Conheça os diferentes formatos de papel

Tão importante quanto saber os tipos de papéis existentes, os formatos também devem receber atenção especial, isso porque as máquinas gráficas trabalham com os mais variados formatos e consequentemente os fabricantes e fornecedores de papel comercializam os mesmos também através desses formatos pré-existentes.

Hoje, alguns formatos especiais são utilizados com frequência objetivando um melhor aproveitamento do papel, mas, mais uma vez são esses formatos pré-exitentes que “comandam” o mercado.

O principal formato é o “DIN”. Este é um formato de papel padrão e utilizado como referência no mundo todo.

Calcular o tamanho de um tamanho de papel no formato DIN é muito fácil. Basta você saber que o maior tamanho para esse formato é o 841 x 1189 mm mais conhecido como A0. Para cada sub-formato basta dividir o lado maior do formato anterior por 2, assim:

A0 = 841 x 1189 (lado maior de A0) mm;
A1 = 841 x 1189/2, ou seja, 594 mm;
A1 = 841 (lado maior de A1) x 594 mm.

A2 = 841/2 x 594 mm;
A2 = 420 x 594 (lado maior de A2) mm.

A3 = 420 x 594/2 mm;
A3 = 420 (lado maior de A3) x 297 mm.

A4 = 420/2 x 297 mm;
A4 = 210 x 297 mm. (Olha aqui o tão famoso A4 vendido nas papelarias.)

E assim por diante.

Outros dois formatos muito utilizados especialmente no Brasil, são o formato AA e o formato BB, especialmente o BB 66×96 que é o formato de papel mais comercializado hoje no mercado gráfico.

Formato DIN
A0 – 841 x 1189 mm
A1 – 594 x 841 mm
A2 – 420 x 594 mm
A3 – 297 x 420 mm
A4 – 210 x 297 mm
A5 – 148 x 210 mm
A6 – 105 x 148 mm
A7 – 74 x 105 mm
A8 – 52 x 74 mm
A9 – 37 x 52 mm
A10 – 26 x 37 mm
A11 – 18 x 26 mm
A12 – 13 x 18 mm

Formato AA
AA – 76 x 112 cm
A – 56 x 76 cm
½ A – 38 x 56 cm
¼ A – 28 x 38 cm
1/8 A – 19 x 28 cm
1/16 A – 14 x 19 cm
1/32 A – 9 x 14 cm

Formato BB
BB – 66 x 96 cm
B – 48 x 66 cm
½ B – 33 x 48 cm
¼ B – 24 x 33 cm
1/8 B – 16 x 24 cm
1/16 B – 12 x 16 cm
1/32 B – 8 x 12 cm

Entenda o que é a gramatura do papel

A gramatura (g/m² – gramas por metro quadrado) do papel é a medida usada para identificar a qualidade do papel e ajuda na hora de escolher o tipo de papel para fazer um determinado trabalho. Quanto maior o número g/m², mais pesado e espesso é o papel.

Veja algumas medidas utilizadas:

De 90g a 115g: é a medida do papel utilizada normalmente em escritórios ou em casa.

115g: utilizada em cartazes, panfletos e folhetos de baixo custo.

150g: encontrado em panfletos e folhetos mais resistentes e folders e flyers.

De 250g a 300g: gramatura aplicada em cartões.

De 35g a 55g: gramatura mais fina, comum em jornais.

Saiba mais sobre tipos de papéis

Papel Offset:
Tem um acabamento liso e é usado para impressões em larga escala e custo baixo. É indicado para papel timbrado e bloco de notas.
Papel Reciclato:
É o papel offset reciclado. Possui uma cor parda, aspecto diferente e mais resistência em relação aos outros tipos de papéis. Indicado para papel timbrado e bloco de notas, segue o conceito sustentável.
Papel Couché Brilho:
É mais liso e uniforme para receber a tinta, destacando imagens e cores. Indicado para interior e capas de catálogos, flyer e cartões de visita.
Papel Couché Fosco:
Deixa a cor mais pura, absorvendo mais luz e enriquecendo o trabalho. Indicado para folder, cartaz, flyer e cartão.

Veja como a laminação pode dar um toque especial aos impressos

A laminação é um acabamento dado aplicados a produtos de papel uma gramatura maior. Geralmente utilizado em postais, flyers e cartões de visita. No processo de laminação o papel recebe uma aplicação de filme plástico usando-se uma mistura de cola e calor. Essa película plástica não deve ser retirada após a aplicação.

 

Este método tem uma vantagem que consiste no aumento da durabilidade do impresso e um melhor acabamento e realce das cores e pode ser feito em ambas as faces. Uma desvantagem é que pode ocasionar uma curva no papel, devido as diferenças térmicas do plástico e o papel.

Chineses inventam papel que pode ser reutilizado até 50 vezes.

O alto consumo de papel é preocupante em virtude do impacto ambiental, principalmente em universidades, empresas e outros tipos de organizações, cuja demanda de material impresso é alta.  Além disso, a maioria desses papéis é lida apenas uma vez e descartada em seguida.

Uma equipe de pesquisadores chineses, da Universidade de Jilin, inventou um método de impressão que utiliza água no lugar de tinta junto com um papel especial. Como assim? A impressão é feita a jato, umedecendo e manchando os papéis aos poucos, formando letras, desenhos e qualquer tipo de conteúdo. Isso só é possível por causa do tratamento químico do papel, que acaba marcando somente quando úmido.

A mensagem impressa vai secando aos poucos e o papel pode ser utilizado novamente, inclusive com caneta e lápis, mas nesse caso a marcação é permanente. Esse experimento é para tentar diminuir o consumo desenfreado de papel e a quantidade de lixo.

Esse papel quimicamente tratado pode ser reutilizado até 50 vezes, se a impressora utilizar apenas água pura. As “manchas” já estão durando 22 horas no papel e a qualidade é comparável com a de impressoras jato de tinta.

Sentido da fibra do papel: entenda como é feito o papel.

Quando vamos imprimir algo, simplesmente pegamos o papel adequado e imprimimos, certo? O que muita gente não sabe é como esse papel é feito. O papel para impressão é produzido numa esteira contínua. Nela, recebe uma pasta de celulose e forma uma tira, que será enrolada no final do processo. Na produção, as fibras são posicionadas no sentido da esteira e depois acompanha esse mesmo sentido quando é transformada em bobina. Esse sentido é chamado de “sentido fibra” e o lado oposto de “contra fibra”.

Após a fabricação, o papel pode ser cortado em folhas, voltado para máquinas planas que não utilizam bobinas. Para as máquinas planas, o sentido fibra fica no maior lado da folha, mas é possível que o corte seja feito com a contra fibra, voltado para materiais diferenciados.

No processo de pré-impressão é importante escolher também o sentido fibra mais adequado, dependendo do tipo de trabalho que esteja realizando. Assim, aumentará a produtividade e evitará problemas de produção.

Para descobrir qual é o sentido da fibra, existem teste específicos em laboratórios. No entanto, há uma forma mais simples e que você pode fazer sozinho. Você vai rasgar a folha. Isso mesmo! Rasgar. Vai fazer pequenos rasgos no comprimento e na largura. O sentido fibra está no lado que o rasgo é mais simétrico.

Outra forma de descobrir é rasgar uma tira de folha do comprimento e outra da largura. Com as duas em mãos e do mesmo tamanho, coloque-as entre o polegar e o indicador e movimente a mão para o lado, para que as tiras caiam na extremidade. A tira que tiver maior resistência e cair “menos” é a que tem o sentido fibra.

Quando as fibras estão paralelas ao eixo do cilindro de impressão, as folhas sofrem menos mudanças. Alguns materias precisam de uma resistência maior, como, por exemplo, o calendário de mesa. Por isso, o lado fibra precisa ficar perpendicular à base da peça. Quando o lado fibra está paralelo à lombada, os materiais encadernados deformam menos e possuem maior resistência.

Papéis Certificados: entenda por que são melhores.

A sustentabilidade é um assunto em alta e já faz parte da realidade de muitas empresas brasileiras, principalmente no ramo de produção de papel. A Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa) garante que as empresas do setor contempam o tripé econômico, ambiental e social, tomando a sustentabilidade como prioridade.

Por que os papéis certificados são a melhor escolha?

O papel produzido pela International Paper é proveniente de florestas de eucalipto, cultivadas no esquema de mosaico integrado com a mata nativa. Esse método preserva 2,9 milhões de hectares das florestas brasileiras. Além disso, emprega 115 mil pessoas diretamente e 575 mil pessoas indiretamente ajudando no desenvolvimento de comunidades locais.

Para descobrir se o papel que você utiliza repeita as normas de sustentabilidade basta ver o selo. Antes das empresas receberem essa certificação, os órgãos responsáveis fazem pesquisas e investigações sobre o processo de fabricação do produto, considerando o respeito às leis trabalhistas, as relações com a comunidade e o respeito ao meio ambiente.

Duas certificações se destacam nesse ramo: O Forest Stewardship Council (FSC), que é um selo internacional criado na década de 90, a fim de controlar a produção florestal. Essa certificação garante o bom manejo das florestas e se preocupa com a conservação do meio ambiente trazendo benefícios sociais e viabilidade econômica. Já o Programa Brasileiro de Certificação Florestal (Cerflor), lançado em 2002, surgiu para atender a demanda do setor florestal brasileiro.

Tipos do Papel: Edição 10

FLOR-POST:

Esse papel é fabricado com celulose branqueada, com peso 30g/m2 normalmente. Pode ser branco ou coloridos (azul, verde, rosa, canário e ouro) e apresentar um acabamento alisado ou monolúcido. Ele é vendido majoritariamente por meio da revenda, no formato 66 x 96 cm e sua aplicação consiste basicamente em vias de correspondência e talões de notas. O Flor-Post também é conhecido como “Segundas Vias”.

HELIOGRÁFICO:

O papel Heliográfico é feito com celulose branqueada, com baixo teor de ferro, bem colado e com acabamento alisado. Ele pode ser branco ou levemente colorido e as gramaturas podem variar de 40 a 120 g/m². Esse papel passa por um tratamento com produtos sensíveis para ser usado, posteriormente, em cópias pelo processo heliográfico. É vendido em bobinas diretamente aos produtores de papel para heliografia.

ILUSTRAÇÃO:

Esse é fabricado também com celulose branqueada e elevada carga mineral com cerca de 20% de cinzas, ele é absorvente e super-calandrado. Além disso, é muito utilizado na impressão tipográfica, na confecção de revistas, livros, catálogos, folhetos e outros. Pode ser obtido por meio da revenda, nos formatos 66 x 96, 76 x 112 e 87 x 114 cm e com peso que pode variar de 75 a 120 g/m2. E, também, diretamente da fábrica pelas gráficas e editores de livros e revistas.

MIOLO:

Miolo é o nome do papel fabricado para confeccionar aquelas ondas do papelão ondulado. Ele é fabricado com celulose geralmente semi-química de madeira ou de resíduos agrícolas, como bagaço de cana e palha de arroz. Possui um acabamento alisado, geralmente comercializado em bobinas com peso de 120 a 150 g/m2, diretamente pelas fábricas aos fabricantes de papelão ondulado.

PAPEL AUTOCOPIATIVO

Não estamos falando do papel carbono. O papel autocopiativo pode ser apergaminhado ou off set e é revestido por um processo químico de microcápsulas e reagentes, que permitem gerar cópias sem a de utilização de papel carbono. Apenas com a pressão ou com o impacto na primeira folha, o sistema de reprodução de imagem é acionado. O papel autocopiativo é muito utilizado em impressos comerciais e bobinas para terminais de ponto de venda (PDV).