Sensor que identifica alimentos estragados possui peças impressas em 3D.

Uma nova tecnologia promete inovar e facilitar muito a vida das pessoas na hora de fazer compras. Pesquisadores da Universidade de Berkley e da Universidade Nacional Chiao Tung, em Taiwan, desenvolveram uma “tampa inteligente” que detecta mudanças químicas que estragam o alimento.

O sistema foi construído com peças impressas em 3D. O dispositivo não possui um aviso visual informando que o alimento estragou, mas irá utilizar um dispositivo mobile que por meio de um aplicativo, se conecta sem fio e vê se o alimento está bom ou não.

O procedimento dá um pouco de trabalho mas ajuda muito a identificar um alimento estragado. Também mostra como as impressoras 3D acabam interferindo e sendo usadas em diversos projetos curiosos e úteis.

Fones customizáveis feitos por impressora 3D.

A V-Moda, fabricante de acessórios sonoros, anunciou uma variedade de componentes de customização desenvolvidos pela tecnologia 3D. Os donos dos fones de ouvido XS e Crossfade M-100 vão poder adquirir escudos impressos em 3D para personalizar  o fone.

O escudo custa US$40 mil, aproximadamente R$123 mil, e são feitos de platina de alta qualidade. Mas há modelos mais simples pelo valor de US$40 (R$125) e US$100 (R$313) que são de filamentos ou aço inoxidável. Prata de lei e ouro sólido de 14 quilates também estão como materiais disponíveis, mas a empresa pretende usar mais opções de cores e matérias-primas.

Veja o vídeo com os fones:

Casco de tartaruga é impresso em 3D.

O estudante da Universidade Técnica do Colorado, Roger Henry, teve a ideia de criar um casco desenvolvido por uma impressora 3D para a tartaruga Cleópatra.

A tartaruga não tinha uma alimentação saudável, isso prejudicou sua proteção natural (o casco) com rachaduras e buracos que poderiam causar infecções graves e outros tipos de complicações. O casco se recupera naturalmente, mas enquanto esse processo não terminava, Roger criou uma prótese que encaixou perfeitamente na tartaruga por meio de escaneamentos tridimensionais.

O desenvolvimento do casco demorou mais de 600 horas para ser projetado. A prótese foi desenvolvida a partir de um plástico biodegradável, feito por um composto do milho. Graças a tecnologia de impressão 3D, pessoas e animais conseguem hoje viver utilizando próteses.

Veja o vídeo da tartaruga Cleópatra aqui:

 

Impressão 3D: luz ultravioleta é usada para desenvolver objetos a partir de resina líquida.

Uma impressora utiliza luz ultravioleta para criar objetos a partir de líquidos. O desenvolvimento foi feito pela startup da Califórnia, Carbon3D. A técnica nomeada de CLIP (Produção Contínua de Interface Líquida) é um processo químico de 25 até 100 vezes mais ágil que os modelos de impressoras 3D atuais.

A CLIP usa um sistema de projeção de luz para que o objeto “cresça”, tudo isso dentro de um tanque de resina curável por raios ultravioleta. A parte mais importante do processo é manter um equilíbrio entre a interação de luz e oxigênio, pois a luz UV estimula o enrijecimento da resina, já o oxigênio o inibe.

A tecnologia é uma revolução comparada à técnicas atuais de impressão 3D e com certeza vai transformar o ramo. As impressões são rápidas e com alta qualidade. A ideia da Carbon3D é poder comercializar o mais breve possível e já conseguiu mais de US$ 40 milhões com o apoio de empresas de capital de risco. Agora é esperar e torcer para que essa novidade chegue logo ao mercado e faça a diferença.

Confira o vídeo

Amazon adere a impressão 3D.

A Amazon pretende criar impressões 3D dos produtos durante o caminho de entrega, utilizando uma patente de impressora encontrada pela 3Dprint. Essas impressões seriam feitas dentro dos caminhões de entrega.

A vantagem desse novo sistema irá diminuir o tempo de entrega, um dos fatores mais importantes. Além de beneficiar a Amazon já que ela não teria a necessidade de armazenar alguns produtos.

A patente criada pela Amazon disse que os atrasos entre o recebimento de um pedido e o encaminhamento de um item para o cliente podem reduzir a satisfação do cliente e afetar a renda gerada. Ainda completou dizendo que consequentemente, uma empresa de eletrônicos pode desejar diminuir o tamanho dos depósitos que precisa, para reduzir o tempo necessário entre receber um pedido e entregar um item ao cliente, ou ambos.

A ideia é ótima para os clientes e a empresa. A Amazon já planeja entregar pedidos usando drones, realizar impressões 3D em caminhões é apenas mais uma inovação surpreendente e encantadora.

Impressão 3D e medicina salvam a visão de uma mulher.

A tecnologia de impressão 3D vem crescendo na medicina. Agora próteses são criadas e até diagnósticos mais complexos podem ser estudados para a operação de tumores.

Nos Estados Unidos, o ex-engenheiro de software e apreciador da impressão 3D, Michael Balzer, criou a réplica do crânio da esposa para ajudar na remoção de um tumor no cérebro prejudicial a sua visão.

Pamela Shavaun, começou a sentir fortes dores de cabeça logo após uma cirurgia de tireóide em 2013. A operação foi sofrida e meses depois o casal descobriu que ela poderia ter sido feita de uma forma menos invasiva. Ao procurarem os motivos para tantas dores de cabeça, durante uma ressonância magnética, um tumor de 3 cm foi encontrado entre o cérebro e o olho esquerdo.

Os médicos garantiram que não era prejudicial, mas o casal resolveu conversar com outros especialistas sobre o diagnóstico. A cirurgia era necessária e arriscada, os riscos de perda de sentidos e memória e até a paralisação dos movimentos era possível. Balzer com sua recém criada empresa, utilizou a tecnologia 3D para trabalhar junto a área de saúde. Com a ressonância e outros exames transformou em um modelo 3D que facilitou enxergar por vários ângulos.

Depois de fazerem uma busca, encontraram um neurocirugião que aceitou fazer a operação com o auxílio de um modelo do crânio impresso. O tumor foi retirado em maio de 2014, Pamela não sofrou sequelas e voltou a trabalhar três meses depois.

Balzer reconheceu a importância do seu trabalho e da empresa que construiu. Ele não mediu esforços para salvar a esposa e provou mais uma vez que a tecnologia e a medicina podem seguir juntas salvando muitas vidas.

Cegos conseguem sentir suas lembranças graças a tecnologia de impressão 3D

Com a tecnologia de impressão 3D já foram criados sapatos, bolsas, vestidos, gesso entre outras coisas. As inovações não param por ai, a empresa Pirate 3D junto a agência espanhola Lola desenvolveu o projeto “Touchable Memories”.

O projeto consiste em proporcionar a deficientes visuais a experiência de “tocar” suas lembranças. Fotos antigas, capas de álbuns musicais e até cenários são impressos em 3D e relembram memórias apenas sentindo com os dedos.

Voluntários foram selecionados, e uma delas, Daniela, se emocionou muito com a memória de um feriado esquiando em família. A experiência com certeza é única. Os mínimos detalhes podem ser sentidos com as mãos.

Livros convencionais não serão mais um desafio para deficientes visuais.

Daqui a um tempo, os deficientes visuais não vão mais precisa ler livros, caixas de remédio ou qualquer outra coisa apenas em braile. O MIT, nos Estados Unidos, desenvolveu um aparelho com a ajuda da impressão 3D, a fim de ajudar os deficientes visuais a lerem livros convencionais. O aparelho chama-se FingerReader e é encaixado no dedo do usuário. O dispositivo “fala” em voz alta as palavras, apenas passando o dedo por cada linha de texto.

Essa engenhoca possui uma câmera capaz de identificar o que está escrito. Mas, os textos devem ser tamanho 12 ou acima, ou seja, não consegue ler bulas de medicamentos ou informações nutricionais.

Empresa personaliza fones de ouvido de acordo com a orelha do usuário

Atualmente, existe no mercado uma infinidade de fones de ouvidos de todos os tipos e para todos os gostos. Mas, ambos os lados são iguais. Nikki Kaufman, uma das fundadoras do laboratório especializado em impressão 3D Quirkly, não concorda com a atual anatomia dos fones, pois acredita que um único tamanho não serve em todas as pessoas. Pensando nisso, ela criou o “Normals”, uma linha de fones personalizados, cuja idéia consiste em o consumidor tirar algumas fotos de suas orelhas para que a impressora 3D crie fones de acordo com a anatomia do usuário. A impressora cria os fones em 48 horas e custa cerca de US$199.

Além disso, Kaufman usou a Pantone para que os fones tivessem cores diferentes das usuais do mercado. As fotos das orelhas são tiradas através de um aplicativo  com mecanismos inteligentes que ajudam o cliente a tirar as fotos e ajuda a empresa a definir o formato da orelha. Quando o usuário termina de customizar os fones e faz o pagamento, o app emite as informações para a base em Chelsea, na Inglaterra, para dar início a produção.

Jogadores do League of Legends viram miniaturas com impressão 3D

Os cyber atletas do popular jogo online League of Legends viraram estatuetas e seus fãs já podem adquiri-los pela bagatela de US$39,99 (R$88). Os seis atletas do time norte-americano do Team Dignitas já entraram para o time de miniaturas graças à impressão 3D, sendo eles: Kiwi, Shiphtur, Crumbzz, Zion, QT e Scarra.

O Team Dignitas se tornou um grande destaque na América do Norte e competem títulos como Battlefield 3, Counter-Strike e até o Fifa.