As combinações das cores em um projeto impresso.

Na hora de escolher a cor para ser usada em um material impresso é necessário avaliar outras combinações e ver qual é a que se encaixa melhor para aquele projeto impresso. Veja algumas combinações e dicas:

Azul e amarelo

É uma combinação que agrada a maioria das pessoas. Procure dar preferência ao azul nas áreas com textos, varie nos tons. O amarelo fica ótimo em detalhes e alguns destaques da arte.

Azul e laranja

O laranja aquece o azul, que é uma cor fria. A junção dos dois proporciona um excelente resultado, o material ganha um ar mais moderno e inovador.

Verde

Para utilizar o verde é preciso avaliar com muito cuidado. A cor é considerada “perigosa” por alguns profissionais. O verde junto ao branco garante que o projeto tenha um layout agradável e sofisticado.

Cinza e vermelho

A combinação do cinza e vermelho em um material se destaca pela elegância e força. O vermelho é uma cor forte que aquece os tons de cinza.

Cinza e azul

É uma combinação fria mas agradável. Os tons dão um ar mais sofisticado e são ideais para serem usados quando não se quer arriscar muito no projeto. Atente-se para um detalhe: o azul usado em grandes áreas ou textos pode desagradar. Já o cinza também aplicado em grandes áreas deixa o visual pesado.

Cinza e preto

As duas cores juntas deixam o layout muito sofisticado e elegante. Explore os tons de cinza mais claros e o preto apenas em detalhes. Fundos na cor preta dificultam a leitura, tome cuidado.

Preto, vermelho e branco

O vermelho e preto não devem ser usados juntos por serem muito pesados. Ao utilizar as três cores, o branco precisa predominar, dando uma aparência imponente a qualquer arte.

Entenda o sistema de cores CMYK

O sistema de cores CMYK é a abreviação de cian (C), magenta (M), yellow (amarelo – Y) e o “K” representa o preto, que em inglês é key. As cores CMYK são usadas para todos os tipos de impressão pois é composto por cores pigmento.

O sistema CMYK é subtrativo, as cores são removidas para chegar ao tom pretendido. O preto é a mistura de todas as cores.

Através do meio tom as cores são identificadas. A cor é aplicada aos pontos, e quando se misturam criam uma ilusão ótica. Assim o cérebro reconhece cada uma das cores de acordo com os espaços e tamanho dos pontos.

Reprodução de cores em impressoras digitais

Claudia McCue, em seu livro sobre produção gráfica afirma que o olho humano pode captar uma enorme quantidade de cores, maior que qualquer monitor de computador.

As imagens que são mais intensas na tela do computador quando impressas ficam apagadas e sem vida. Isso ocorre pelas limitações de espectro de cores produzidas por tintas.

É preciso fazer escolhas de cores pensando em como elas serão reproduzidas. Designers que desenvolvem comunicação visual para web sites devem prever a utilização ou não desses trabalhos em outros meios sem ser eletrônicos. Em folders e
banners a cor é reproduzida graficamente diferente de sites.

O cliente que não entende a diferença das cores vistas na tela e impressas precisa ser alertado e se informar, avaliando as possibilidades de reprodução de cor nos processos gráficos.

Entenda o que é policromia.

A impressão do trabalho gráfico pode ser feita de duas maneiras: em preto ou cor única ou totalmente coloridos. O preto é mais utilizado em impressoras laser. Já os trabalhos coloridos tem uma infinidade de cores. Você já parou pra pensar quantas cores são necessárias para fazer um trabalho gráfico totalmente colorido?
Lembra do disco de Newton? Esse disco consiste em três cores (azul, vermelha e verde) que giram rapidamente para que você possa perceber a cor branca. Já numa pintura, utilizamos uma gama de lápis de cor ou tinta: azul (ciano), rosa escuro (magenta) e o amarelo dão forma ao marrom escuro, quase preto.
Na policromia é assim. O processo gráfico utiliza essas três cores na impressão. O preto não é bem representado, pois os corantes não são perfeitos. Por isso, é adicionada tinta preta no processo. A impressão sai em ciano, magenta, amarelo e preto (CMYK). Policromia é CMYK.

Por que as cores do projeto gráfico mudam dependendo do suporte?

Na hora de criar um projeto gráfico, o desejo de todos os envolvidos, sejam designers, clientes ou gráficos, é que as cores apresentadas no layout sejam as mesmas no final do processo de produção. Quanto maior forem as informações a respeito das cores, menores são as chances de o tiro sair pela culatra.

Na busca pelo saber porque os elementos possuem cores, o primeiro estudioso a obter respostas consistentes foi o físico inglês Isaac Newton. Ele escreveu o livro Optics, em 1704, contando suas experiências com a luz e descrevendo um de seus mais famosos experimentos, descobrindo que um raio de luz do sol ao atravessar um prisma de cristal, decompunha-se nas cores do arco-íris, projetando em um anteparo, um espectro de feixe de luz que vai do vermelho ao azul violeta.

Já o matemático e astrônomo holandês Christian Huygens defendia que a luz era um fenômeno de natureza ondulatória. Seus estudos deram continuidade com o físico inglês James Clark Maxwell, que chegou à conclusão que a luz é uma pequena parte de um espectro de emissões eletromagnética, que também inclui as ondas de rádio, o calor emitido (infravermelho), os raios ultravioletas e raios X.

Nós, seres humanos, captamos a luz (onda eletromagnética com comprimento entre 380 e 780 nm) através dos olhos, que contém 125 milhões de células fotossensíveis na retina e o cérebro as transformam em cor. A cor apresenta 3 características: O tom, o valor e a saturação. O tom é o nome da cor. O valor indica a proximidade em relação ao preto ou ao branco, ou seja, mais escura ou mais clara. Já a saturação dis respeito à intensidade da cor.

Alguns fatores do próprio ambiente influenciam a percepção individual das cores, como a mudança da iluminação ou proximidade das cores em relação às outras. Podemos classificar as cores em síntese aditiva e síntese subtrativa.

A síntese aditiva é a combinação das intensidades de três comprimentos de ondas de luz:  vermelho, verde e azul (RGB), utilizadas para a faixa de cores encontradas na natureza. Essas cores são denominadas cores primárias aditivas. Quando combinadas 100% de vermelho, verde e azul, a cor será vista como branco. Se nenhuma das cores primárias estiver presentes, o resultado será preto.

Na síntese subtrativa se subtrairmos vermelho, verde ou azul da luz branca surgirão as cores cyan, magenta e amarelo (CMY), ou seja, para enxergar o cyan deve-se absorver (subtrair) 100% da luz vermelha e refletir o verde e o azul, por exemplo. Neste caso as cores são chamadas cores primárias subtrativas e constituem a base das cores de escala impressas.

Esses dois modelos mexem com a luz de formas distintas. O modelo aditivo RGB é utilizado em tecnologias de vídeo e monitores, onde transmite a luz. No entanto, para a forma impressa, o padrão utilizado é o subtrativo (CMYK), pois as tintas são translúcidas, ou seja, absorvem algumas cores e refletem outras.

Reticulagem: técnicas de cores e misturas.

Tudo que enxergamos num material impress é uma ilusão ótica, pois enxergamos um conjunto de nuances, quando na verdade é um conjunto de milhões de pontos. Esses pontos são imperceptíveis a olho nu, além de possuírem características variadas e serem limitados pelas quatros tintas CMYK. A junção desses pontos e das cores conseguem construir imagens sobre o papel. Esses pontos chamam-se “retículas”, podendo ser linear, estocástica e híbrida.

A retícula linear é voltada para materiais impressos, formando imagens com pontos de tamanhos variados. Numa imagem, se a área é clara, então o ponto é pequeno e se a área é grande, então o ponto é grande, determinando assim as sombras e as parte siluminadas.

Os pontos não podem ficar sobrepostos, porque no resultado final tudo ficaria preto, devido a junção das cores CMYK. Por isso, deve haver uma diferença de inclinação de 30 graus entre duas linhas de retícula, para que não haja moiré, que é um defeito que cria uma trama na visualização da imagem.

As retículas se posicionam formando um padrão simétrico, chamado roseta. As angulações para uma reprodução offset é de 90 graus para o amarelo, 75 para o ciano, 45 para o preto e 15 para o magenta. Mas, isso vai depender da importância da cor ou da ordem de impressão.

Já a estocástica, também conhecida como FM ou Frequência Modulada, não possui variação no tamanho dos pontos. Eles são distribuídos de forma aleatória, dependendo da área ser escura ou clara. Desse modo, o resultado final é mais detalhado nos meios tons e suaviza as graduações entre as cores. Esse tipo de reticulagem é muito utilizado em sistemas de gravação digital de chapa (CTP).

E por fim, mas não menos importante, a retícula híbrida. Essa retícula chegou para ser um meio termo entre a linear e a estocástica. Ela corrige os problemas de tons marcados da retícula linear e diminui a sensibilidade a variações do processo da estocástica.

Ela mistura a retícula linear e a estocástica através de um algoritmo. O RIP (Raster Image Processor) rastreia o material a ser impresso e aplica a retícula estocástica nas áreas de destaque e a linear nos tons médios, dando maior qualidade e detalhamento às imagens.