Black Friday 2019: Confira dicas para comprar com segurança

Antes de pesquisar boas ofertas, é importante saber em que lojas não comprar. O Procon-SP reúne em lista centenas de sites que você deve evitar ao fazer suas compras pela Internet durante a ação de vendas. Até então, constam 518 lojas virtuais na relação. Todas as mencionadas tiveram reclamações registradas na instituição, foram notificadas e não responderam ou não foram encontradas.

Por outro lado, programas como a Black Friday Legal guiam o consumidor para páginas de lojas que se comprometem em oferecer descontos reais. O carimbo, que identifica as lojas que pretendem seguir o Código de Ética da iniciativa, é oferecido pela Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-­e.net). Para conseguir o selo, as páginas passam por uma avaliação feita pela entidade.

Outra proposta similar é a Black Friday de Verdade, que faz com que lojas virtuais assinem um termo de compromisso no qual prometem ofertas autênticas.

  • Páginas e conexões seguras

Antes de fazer cadastros e inserir informações como dados de cartão de crédito, é importante verificar, na própria URL, se a página é segura. Ou seja, verifique se o endereço oferece conexão HTTPS — um protocolo de segurança sinalizado por um cadeado verde — que adiciona uma camada de proteção, encriptando a transmissão de dados entre o consumidor e o site de e-commerce visitado.

Outra indicação dada por especialistas em segurança é a de evitar redes Wi-Fi públicas (de shoppings, praças e pontos de acesso) e computadores compartilhados com desconhecidos. Dê preferência à conexões seguras e aparelhos de confiança para não colocar os seus dados em risco na Web.

Para manter a segurança durante a navegação e o computador livre de malwares, é importante ter tando o sistema operacional (Windows ou macOS) atualizado, como o navegador de Internet e o programa antivírus com os updates em dia.

  • Fuja de golpes: desconfie de preços muito baixos

Segundo Jonathan Tessarolo, especialista em segurança da Trend Micro, os tipos de fraudes mais frequentes durante a Black Friday têm um aspecto em comum: todas são criadas com o objetivo de ter acesso à informações pessoais dos compradores, como CPF e dados de cartão de crédito, por exemplo.

O profissional destaca três técnicas entre as mais usadas por criminosos:

Malvertising: propagandas maliciosas que surgem enquanto a pessoa navega em sites e aplicativos, principalmente de e-commerce. Ao clicar nesses anúncios, que costumam exibir grandes descontos, o computador ou celular do usuário pode ser infectado por malwares que roubam dados.
Ransomware: tipo de vírus que bloqueia arquivos importantes do computador da vítima e pede um resgate em moedas digitais, como o Bitcoin. Tesarollo afirma que os fraudadores podem aproveitar a Black Friday para extorquir dinheiro diretamente do consumidor.
Phishing: um método de engenharia social que direciona o consumidor a fazer o download de conteúdo malicioso ou preencher formulários supostamente autênticos, fazendo com que o hacker tenha acesso aos dados confidenciais da vítima. Uma das técnicas mais comuns acontece por meio do envio de e-mails, redes sociais ou mensageiros. A mensagem costuma ter um link (encurtado) que leva o usuário para sites contaminados com malware.

O especialista da Trend Micro ainda reforça a importância de manter o software de antivírus atualizado e ficar atento a links recebidos via:

E-mail;
Mensagem SMS;
Facebook;
Whatsapp .

Por fim, para quem faz suas compras pelo PC, uma dica valiosa é deixar o mouse em cima do link por alguns segundos para identificar se o endereço de referência (que aparece em ALT) é exatamente igual ao do site que você pretende visitar.

(Fonte)